A paixão segundo G. H., Clarice Lispector.
A escultora G.H. nos conta sua experiência
vivenciada a partir do instante em que entra no quarto da ex-empregada, vê o
surgimento de uma barata no guarda-roupa e a esmaga na porta. Daí em diante,
tomada por uma mistura de medo e repulsa, G.H. vive com a barata durante horas
e horas a sensação de ter perdido a sua "montagem humana". A
incapacidade de dar forma ao que lhe aconteceu, a aceitar este estado de perda,
a leva a imaginar que alguém está segurando a sua mão. Desta maneira, o leitor
passa a viver junto com a personagem esta experiência singular. | Clarice Lispector – Editora Rocco
– 180 Páginas – Ano 1998 (Originalmente em 1964) – Literatura brasileira, romance.
Ao ficar sem a empregada, uma mulher
identificada como G.H. resolve fazer uma faxina na casa, começando pelo quarto
de serviço, essa dona de casa da burguesia se depara com a estranheza de um
local que foi modificado por aquela que o ocupava. Ela percebe que não conhecia
de fato aquele canto de sua própria casa e é no confronto – pois podemos assim
chamar – com uma barata, que irá refletir sobre as percepções que tem sobre a
vida, a morte, o ser humano e a paixão.
Dessa vez encaramos um cenário muito diferente
do que nos traz Macabéa. Ao contrário daquela, nossa
protagonista é uma mulher que vive no conforto e está acostumada a certas
mordomias. Além disso, a história nos é apresentada na estrutura de fluxo de
consciência.
Clarice não se prende a reflexões rasas ou
mesmo a um sentido., pois a moça logo que vê um inseto se assusta, pois é
asqueroso para ela. Temos acesso a toda e cada sensação que acomete a
personagem ao encarar uma “antiga”
inimiga. A intensificação dos fatos fica ainda mais grave quando a mulher
decide matá-la, e o choque vem quando do alto de sua contemplação e de seus
devaneios, G.H. decide provar do caldo branco liberado pelo bicho.
A Paixão Segundo G.H. parece simplista num
primeiro olhar, por apresentar meramente o cotidiano banal, e de certa forma é realmente
isso. A vida como ela é: bagunçada, confusa, curiosa e visceral.
Marcadores: Eduarda Graciano, livros, resenha
4 Comentários:
Oi Duda,
MDS não acredito que mulher provou o negócio da barata.
Não acredito que tem barata nesse livro HAHAHA
Eu só tive um contato com a autora na época da facul, mas foi minímo.
Tenho que parar de preguiça e dar uma chance maior. Esse parece trazer algumas reflexões sociais.
até mais,
Nana - Canto Cultzíneo
Choquei agora com essa cena da barata. Ecaaa, kkkkkkk
Eu já li alguns textos da autora, mas nunca uma obra completa. Acho que até tenho um livro dela aqui. Vou ver se procuro depois, hehe!
=)
Suelen Mattos
______________
ROMANTIC GIRL
Eu amo, mas esse livro é pesado!kkkk
Eu amo Clarice mas esse dá uns nózinhos na cabeça pela forma como é narrado. hahaha
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